"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...
Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...
Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...
Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
(Vinicius de Moraes)
Não quero crescer, não quero ter que sair de onde estou.
Me deixa parar o tempo, deixa a minha vida do jeito que ela está.
QUERO ISSO
QUERO AGORA
QUERO PRA SEMPRE.
Quero tanto que não tenho vergonha de agir como uma criança que esperneia por não conseguir o que deseja.
Não vou me deixar perder a essência que tanto prezo; ninguém vai fazer isso comigo.
Por favor, não me obrigue a deixar isso pra traz, venho aqui em prantos pedir, ou melhor, implorar que nunca me deixe perder o que tenho.
Estou ajoelhada, pedindo-lhe, não tire a parte mais importante da minha vida, não mate minha alma, não me obrigue a morrer.
Por favor, me deixe existir.
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ResponderExcluirno finalzinho da minha adolescência, participei de um grupo de formação de voluntários para trabalhar em projetos sociais. Aquilo foi o que me fez canalizar minha energia que, até então, dissipava-se muito facilmente. Certa feita, conversando com o pai de uma amiga, explicando o tipo de trabalho que eu fazia, ouvi, atônito, que um dia ele tb sonhara, fora idealista, acreditara na possibilidade da mudança, mas que com a chegada da idade, percebera que tudo aquilo não passava de um devaneio romântico típico da minha idade.
ResponderExcluirHoje, Thati, tenho quase 36 e continuo com a mesma convicção daquela época. Continuo lutando por mudança (hj com outros instrumentos)e não deixei absolutamente parte nenhuma daquele jovem morrer em mim.
Às vezes tudo isso é difícil, mas vale à pena!