Sinto-me tão sozinha aqui.
Sou tão afetiva, mas neste lugar não há afeto, preocupação, há só superficialidade.
Por que aqui ainda vivo? Não tenho escolha, ainda.
Sonho em poder ser livre, viver por mim, não depender de nada.
Nada que me faça sofrer.
Sinto que ninguém realmente se importa comigo, com os meus sentimentos.
Quando penso que sim, vem um brilho nos meus olhos, um sopro de esperança.
Depois noto que era só curiosidade, só por motivos fúteis.
Dói, muito.
Ninguém vê, ninguém se importa.
Calo-me.
Escondo-me
Tranco-me.
Vou para um mundo onde há pessoas que se importam.
Que me amam e que também amo, e demonstramos isso.
Ali sim, é o meu lugar.
Mas isso eles querem me tirar, alegam não significar nada; é só um mundo besta paralelo, afinal.
Mais uma vez, desvalorizada.
Nunca acaba.
E a cada hora que passa, a cada momento, sinto mais e mais esse desprezo.
Sempre errada, sempre, nunca eles.
Não posso mais.
Sinto-me uma visita indesejada.
Sinto-me não planejada.
Sinto-me rejeitada.
Mas o dia em que poderei devolver este desprezo chegará.
E vou poder fazer tudo o que sempre planejei fazer, quase como uma vingança.
Não, não vou fazer isso, não poderia.
Mesmo que consiga sair, nunca vou conseguir fazer a mesma coisa, não é da minha natureza.
Mais uma vez, sinto-me uma boba, mas enfim, tenho consciência disso, já é alguma coisa.
Até o dia em que poderei, finalmente, interromper este ciclo infernal, continuarei sonhando, sorrindo, chorando, sofrendo.
Terei saudades de tudo isso, eu sei.
Mas isso posso deixar pra depois.
Por enquanto, fingir que nada aconteceu ainda é a melhor solução, como sempre.
É, ainda bem que você sabe que eu estou aqui...
ResponderExcluir