22/10/2010

Fear

"Just know I'm gonna have to walk away, and I'll be big enough for both of us to say: be happy."

This is it
Let go
Breath.

20/10/2010

This one I dedicate

Ele estava perdido havia muito tempo, perdeu-se enquanto procurava um local onde pudesse se encontrar.

Passou por lugares dos mais adversos a procura deste local, enfrentando o perigo, a escuridão, a solidão.

Ao contrario do que possa pensar, a desistência não o tentava, não era considerada uma alternativa. Desistir significaria morte, significaria arrancar sua alma com todo o requinte de crueldade que a situação exigiria.

No momento em que optou por esta vida, estava ciente de que não poderia mais mudá-la, seria como uma via sem retorno algum.

Quando nada mostrava resultado, quando ficava desanimado, cansado, buscava forcas na esperança, nos seus sonhos, praticamente os forçava a existir, eram seu estimulo, o que o mantinha em pé.

Enfim, um dia, tudo aquilo pareceu valer a pena. Enxergou, de muito longe, uma porta enorme, ela parecia esconder algo muito importante, algo valioso. Sua alma encheu-se de esperança, talvez aquele fosse o tal lugar que tanto procurava.

Reuniu toda a força que pode encontrar em seu corpo, correu desesperadamente e, finalmente, ficou em frente a ela, admirou-a. De perto, parecia ainda mais monumental.

Hesitou ao entrar, sabia que, se o fizesse, provavelmente não poderia mais sair, pois suas escolhas foram condenadas, ou fazia seu caminho com prudência, ou teria que conviver com as consequências para sempre.

Apesar dos riscos, não resistiu, fechou os olhos, abriu a porta com toda a coragem que conseguiu encontrar e entrou.

Sua coragem parecia tê-lo abandonado de repente, pois ainda estava no escuro de suas pálpebras. Aproveitou a covardia para pensar nos momentos de felicidade que poderia ter ali, no prazer que poderia sentir, esta situação sempre foi muito idealizado por ele. Desejou com tudo o que pode que tudo aquilo se tornasse realidade ao abrir de seus olhos. Segundos depois, o fez.

Descobriu um lugar, de certa forma, atraente, este local o fazia querer ficar, apesar de não satisfazer todos os seus sonhos. Sentia-se estranhamente feliz, ainda que não realizado.

Pensou em tentar procurar um local melhor, que estivesse a altura do que sempre quis, olhou pra trás, a porta ainda estava lá, poderia sair. Contudo, o receio de não achar, de continuar no nada por toda a sua vida, o fez ficar e dar uma chance ao que encontrou, dar uma chance a si mesmo.

Nos primeiros dias, surpreendentemente, ele foi feliz, ficou tudo bem. Porém vieram outros não tão satisfatórios, mas certamente ainda poderia sobreviver. Passaram-se alguns meses desta forma e, com eles, o certo deslumbramento da chegada foi indo embora.

Chegou um momento em que quase não havia mais beleza no lugar, tudo ia sumindo, e levava consigo, pouco a pouco, a felicidade que existia.

Logo não havia coisa alguma, o lugar tinha se tornado frio e cheio do nada.

A esperança sumiu de seus sonhos, não sobrou nada. Ele desejava sair deste lugar, mas, pra onde ir? Percorrer de novo um caminho a procura de algo parecido com o que tinha vivido?

Olhou para trás, a porta o tentava. Esperou mais alguns dias, acreditava que poderia continuar ali o quanto quisesse até tomar uma decisão, estava errado.

Paredes ao seu redor se revelaram e, de repente, tornaram-se uma ameaça. Pareciam estar cada vez mais perto. Elas o sufocavam, cobravam dele uma atitude.

Afinal, ficar e ver até onde elas poderiam ir, ou sair pela porta e continuar sua busca solitária?

Ele já podia sentir o concreto o tocar, estava nervoso, lágrimas caiam de seus olhos freneticamente. Não havia mais tempo.

Escolhas idiotas.

This is goodbye.

26/09/2010

Vontade de dizer

Lamento ter visto muita coisa numa pessoa que não viu nada em mim.

20/09/2010

Lost and insecure. (No one found me, no one)

Sinto-me tão sozinha aqui.

Sou tão afetiva, mas neste lugar não há afeto, preocupação, há só superficialidade.

Por que aqui ainda vivo? Não tenho escolha, ainda.

Sonho em poder ser livre, viver por mim, não depender de nada.

Nada que me faça sofrer.


Sinto que ninguém realmente se importa comigo, com os meus sentimentos.

Quando penso que sim, vem um brilho nos meus olhos, um sopro de esperança.

Depois noto que era só curiosidade, só por motivos fúteis.

Dói, muito.


Ninguém vê, ninguém se importa.

Calo-me.

Escondo-me

Tranco-me.

Vou para um mundo onde há pessoas que se importam.

Que me amam e que também amo, e demonstramos isso.

Ali sim, é o meu lugar.

Mas isso eles querem me tirar, alegam não significar nada; é só um mundo besta paralelo, afinal.

Mais uma vez, desvalorizada.

Nunca acaba.


E a cada hora que passa, a cada momento, sinto mais e mais esse desprezo.

Sempre errada, sempre, nunca eles.

Não posso mais.


Sinto-me uma visita indesejada.

Sinto-me não planejada.

Sinto-me rejeitada.


Mas o dia em que poderei devolver este desprezo chegará.

E vou poder fazer tudo o que sempre planejei fazer, quase como uma vingança.


Não, não vou fazer isso, não poderia.

Mesmo que consiga sair, nunca vou conseguir fazer a mesma coisa, não é da minha natureza.

Mais uma vez, sinto-me uma boba, mas enfim, tenho consciência disso, já é alguma coisa.


Até o dia em que poderei, finalmente, interromper este ciclo infernal, continuarei sonhando, sorrindo, chorando, sofrendo.


Terei saudades de tudo isso, eu sei.

Mas isso posso deixar pra depois.

Por enquanto, fingir que nada aconteceu ainda é a melhor solução, como sempre.

26/08/2010

Is it pretend?

I've painted this big old smile on my face
To hide my broken heart


Never meant to hurt you

23/08/2010

Não real

Faz um bom tempo que não escrevo, não sei bem o porquê, mas enfim.

Uma hora boa para recomeçar; sempre é, não é mesmo?

Cada dia é um recomeço, pelo menos deveria ser.

A cada dia deveríamos renovar algo em nossas vidas

Renovar, dar vida a algo que já não tinha há algum tempo.


Muitas vezes ficamos perdidos nos nossos problemas, parados em um só lugar, dando voltas, esquecendo coisas, deixando-as de lado.

Ser unilateral nunca foi uma coisa boa.


Todos dizem que devemos dar valores às coisas simples a nossa volta.

Pois estas são as que te fazem mais feliz.

Clichê, sei disso.

Mas eles têm razão, para pra reparar, só por um minuto, eu espero, prometo.


Parei pra pensar também.


Percebeu o quanto perdemos não valorizando esses momentos?

Eles nem são raros, mas, às vezes, estamos tão alienados, fora de órbita.

Passam despercebidos.

Realmente uma pena, pois poderiam ser o motivo de um sorriso, que nos faz sentir tão bem, quando sinceros.

São capazes de te deixar radiante por um dia inteiro.

Sei que já experimentou tal sensação extasiante.

Eu também.


Sinto falta de sorrisos de verdade.

Destes momentos tão alegres e tão cheios de simplicidade, chega até a ser intrigante.

Queremos tanto da vida, sempre em função da felicidade, sempre com este objetivo.

Quando, tão ironicamente, o que você deseja esta em todo o lugar, a todo o momento.

A culpa de não perceber ou valorizar isso é toda sua.

É toda minha.

Tantos momentos de felicidades perdidas.

Não sei como nos deixamos fazer uma coisa dessas.

Desprezar alegria, crime imperdoável.

Não, nunca mais.


Aproveitar cada segundo, é.

(Neste momento, acho graça de mim mesma).

Impossível, é.

25/07/2010

Thoughts

"I've been spending all my time just thinking about you
I don't know what to do
I think I'm falling for you."


Realmente não sei o que fazer, se é real ou não.
Tenho medo, não sei o que vai pensar.

Goste de mim também, por favor.