09/01/2010

Eu tive que ir embora, mesmo querendo ficar

Doeu muito quando tive que sair de lá. Definitivamente aquelas pessoas são muito importantes na minha vida, fazem parte dela; ainda que não ativamente.
Eu não sabia que os amava assim - foi o que descobri desta vez - mas só quando os deixei. O que me leva a chegar aquela tão trivial conclusão, só quando perdemos que temos noção do valor.
Não sei porque, mas foi isso o que senti, que deixando aquele lugar eu os perderia, que de algum modo nunca mais os veria.
Mas sei que não é verdade, foi só um desespero momentâneo, que, como o nome já sugere, passou logo. Hoje o que sinto é que preciso dar mais importância a essa parte de mim, esta sensação me fez enxergar ainda a tempo e agradeço por isso.
Vi que a minha vida lá não pode ser menosprezada - que ela precisa existir - eu preciso lembrar, preciso dá-la o devido valor. Sinto que se não fizer isso, nunca vou me perdoar.

21/12/2009

Pode não ser

Agora estou me sentindo um pouco diferente, isso é bem estranho, sinto como se estivesse superando, e que o que terei que enfrentar não será nada demais; só não sei se é ilusão ou realmente é o que sinto.

Acho que devo esperar que seja verdade (Esta vendo? Nem isso eu sei!), porque será mais fácil (será mesmo?).

Esta confusão esta me enlouquecendo, preciso de respostas, imediatamente. (Se é que estas não me deixarão mais confusa ainda).

Não sei o que falar, o que pensar.

Do que devo duvidar?

Devo acreditar em algo?

É verdade o que sinto?

Quero gritar!

10/12/2009

Esqueçam tudo o que foi dito

Quero esquecer de tudo; pra que viver no passado, afinal?
Quero ver logo o "daqui pra frente" e parar de pensar no que já foi.
Não aguento mais ser tão boba e sofredora, sou mesmo muito imbecíl.

"I write to save someone's life , probably my own."

Uma vez eu disse que não sabia o que iria fazer, ou como iria reagir ao vê-lo, se sofreria ainda mais ou se seria um alívio.
Se eu já descobri? Não, ainda não.
Mas tenho uma certa noção.
Hoje, ainda sem estar em sua presença, posso ver que vai doer sim, pois já está doendo.
Se estou sofrento por antecipação, imagine na hora, penso que vou morrer - ter um infarto - sei lá. (Brincadeira, não é tão grave assim).

Disse também que esperava ser forte, e não deixar o velho sentimento me dominar. Mas a verdade é que nunca fui forte, como vou ficar de uma hora para outra? Impossível. Preciso me preparar, preparar meus sentimentos e minha capacidade de reagir a eles; porque se não fizer isso - se me deixar cair outra vez - temo não poder mais levantar, temo ser muito mais do que poderei aguentar.

Ninguém pode imaginar a dimensão do meu sofrimento, da minha angústia, que se fazia presente naqueles dias; se um dia alguém conseguisse ter pelo menos uma idéia que seja, poderia me compreender, ainda que não perfeitamente. Mas estou sozinha nessa e é assim que sempre será

Um dia irei me acostumar a isso (não sei se por bem ou por mal).
Espero também um dia superar tudo isso. Achar que um ano bastava foi um erro, não sei se dez são capazes de me curar, mas um dia - ah sim - um dia estarei curada; e quando acontecer estarei aqui contando sobre como é bom finalmente estar livre e, certamente, reclamando de alguma outra coisa.
É esperar para ver.

07/12/2009

Mente fechada

Me irrita ver que todos conseguem superar e eu não, que todos aceitaram e eu ainda não consegui. (me irrita saber que eles aceitaram, assim tão cedo).
Eu não consigo controlar esse sentimento que me toma, sinto-me culpada por isso, não pense que não; mas o que impede o meu progresso é a minha cabeça, que diante desse assunto, fecha-se completamente, e não muda. Também estou irritada com isso.
Mas o que fazer quanto a isso? Preciso de ajuda. Mas quem pode me ajudar? Acho que toda a tentativa agora me irritaria.
Sou mesmo muito irritada.

20/11/2009

Tudo muda, afinal.

Em algum lugar haviam três almas, extremamente distintas, que se encontraram e assim, de algum modo, se completaram. Desde o primeiro encontro perceberam que deveriam juntar-se e formar uma só alma, e assim fizeram.
Mesmo após um longo tempo, a conectividade entre esses seres continuava como sempre foi, apesar de algumas mudanças, as quais aprenderam a conviver e respeitar; porém, infelizmente, algo muito grande e incontrolável mudou, o meio em que viviam - o meio que as permitia ficarem juntas - havia sido transformado; as almas foram obrigadas a, dentro de um certo tempo, romper sua conectividade, separarem-se. Após um pequeno período de consternação, elas se conformaram, mas uma não conseguiu completamente; as outras achavam o rompimento o mais correto a fazer - apesar de ser mais doloroso - mas esta não conseguiu pensar desse jeito, pois não queria considerar o que era certo, só conseguia pensar em como tinha medo e o quanto sofreria, em como ficaria infeliz, sentia seu mundo desabar.
Chegou a um ponto onde não havia mais nada a fazer, o destino já havia decidido e não haveria volta; mas elas poderiam ainda ser conectadas de alguma forma, afinal; porém o ser inseguro não pensava assim, achava que, após uma separação, nada nunca mais seria o mesmo e, com o tempo, iriam esquecer-se uns dos outros, os outros iriam esquecer-se daquele ser; nada o fazia pensar de outra forma.
O ser fala: "Não, agora não tem mais volta, existem circunstâncias complicando coisas que não deveriam ser complicadas. Talvez seja melhor assim, só não consigo enxergar isso neste momento."
Esta alma é sim sofredora, medrosa e até mesmo pessimista, mas não podemos culpá-la, o desconhecido é mesmo muito tenebroso e todos temem serem esquecidos.

03/11/2009

"A gente espera do mundo e o mundo espera de nós um pouco mais de paciência"

Hoje penso em quem posso ser neste momento, noto que não sei quem sou. Todas as vezes que tento me definir erro ou esqueço algum detalhe (detalhe bem grande). Acho que gosto de coisas simples, sempre me defino como uma coisa só, talvez não aceite que eu seja muitas coisas ao mesmo tempo, talvez não ache que isso seja personalidade. Mas há alguns dias venho percebendo que sou exatamente isso (está bem, talvez não exatamente), sou uma mistura de várias coisas, as quais não conheço nem a metade; pessoas, que ainda irei conhecer; lugares, com os quais sonhei, enfim, sou o tudo e o nada, misturado com o que posso ser e o que acho que sou.
"Sou destroços do mundo, destroços do que acho que sou, o resto de mim mesma."

(Sei que já falei sobre isso, mas essa é uma questão presente em todos os momentos da minha existência).